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Olá, mundo!

20 de janeiro de 2011

Vocês são as pessoas mais importantes deste blog

A flor

31 de dezembro de 2009

Conta-se que havia uma jovem que tinha tudo:
Um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe rendia um bom salário e uma família unida.
O problema é que ela não conseguia conciliar tudo. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam quase todo o tempo. Ela estava sempre em débito em alguma área.
Se o trabalho lhe consumia tempo demais, ela tirava dos filhos. Se surgiam imprevistos, ela deixava de lado o marido…E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois.
Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo.
O pai lhe entregou o vaso com a flor e lhe disse:
– Filha, esta flor vai lhe ajudar muito, mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando e, às vezes, conversar um pouquinho com ela. Se assim fizer, ela enfeitará sua casa e lhe dará em troca esse perfume maravilhoso.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.
Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam. O trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
Ela chegava em casa, e a flor ainda estava lá, não mostrava sinal de fraqueza ou morte, apenas estava lá, linda, perfumada.
Então ela passava direto.
Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto. A planta, antes exuberante, estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores murchas e as folhas amareladas.
A jovem chorou muito, e contou ao pai o que tinha acontecido.
Seu pai explicou:
-Eu já imaginava que isso aconteceria e, infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que você ganhou, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem.Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre viçosa, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela.
Por fim, o pai amoroso e sábio concluiu:  Filha, cuide das pessoas que você ama!

A assembléia dos ratos

31 de dezembro de 2009

Certa vez um gato fez tal destroço na rataria de uma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.
Tornando-se muito sério o caso, resolveram unir-se em assembléia para o estudo da questão.
Aguardaram para isso certa noite em que o gato andava aos miados pelo telhado, fazendo sonetos à lua.
– Acredito -disse um deles – que o melhor meio de nos defendermos do gato, é lhe atarmos um chocalho ao pescoço. Assim que ele se aproximar, o chocalho vai denunciá-lo, o que nos dará tempo para escaparmos.
Palmas e bravos saudavam a luminosa idéia.
O projeto foi aprovado com delírio.
Só votou contra um velho rato, que pedindo a palavra, disse:
– Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o chocalho no pescoço do gato?
O silêncio foi geral.
Um desculpou-se por não saber dar o nó.
Outro, porque não era tolo.
Todos porque não tinham coragem.
E a assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.
Dizer é fácil.
Fazer é que são elas!

A carroça e as abóboras

31 de dezembro de 2009
Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras.
A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas.
Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar.
Mal reiniciava sua viagem, lá vinha outro solavanco e… Tudo se desarrumava de novo.
Então ele começou a desanimar e pensou:
"Jamais vou conseguir terminar minha viagem! É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!".
Enquanto divagava, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras, e ele observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás.
As abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.
Foi quando ele compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares.
Tudo se ajeita.
Basta continuar caminhando.

A janela e o espelho

31 de dezembro de 2009

Um jovem muito rico foi ter com um Rabi e pediu-lhe um conselho para orientar sua  vida.

O Rabi conduziu o jovem até a janela e perguntou:

– O que você vê através dos vidros?

– Vejo homens que vão e vêm e um cego pedindo esmolas na rua.

Então o Rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente perguntou:

– Olhe neste espelho e diga-me agora o que você vê?

– Vejo a mim mesmo.

– E já não vê os outros!

Repare que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria-prima, o vidro. No espelho, porque há uma fina camada de prata colada ao vidro, você não vê nele mais do que a si mesmo.

Você deve comparar-se a essas duas espécies de vidro.

A pessoa de fé e de boa índole vê os outros e tem compaixão por eles.

Coberto de prata, o egoísta, hipócrita e pobre de espírito, vê apenas a si mesmo.

Você só vale alguma coisa, quando tiver coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os seus olhos, para poder, assim, de novo ver e amar aos outros.

Somos todos anjos de uma asa só.

Só podemos voar  quando abraçados  uns aos outros.

a velhinha

31 de dezembro de 2009
Há vários séculos acontecera um grande cerco à cidade de Carcassona, na França. Já não havia mais o que se comer. Desesperado, o prefeito reuniu o povo para falar a respeito da inevitável rendição, porque as provisões se acabaram. Uma velhinha esquelética e mal  vestida gritou em protesto:
– Nunca! Isso não. Não é hora para desânimo. Siga a minha orientação e verá como o inimigo nos deixará logo. Salvemos a cidade e as nossas vidas!
Vendo-a tão convicta, o prefeito decidiu atendê-la.
– Traga-me uma vaca, antes de mais nada
– ordenou a velhinha, decidida.
– Não ha mais vacas, todas já foram sacrificadas – exclamou o prefeito.
A velha insistiu. Os soldados e o povo saíram vasculhando a cidade, até que encontraram uma escondida num estábulo e a trouxeram.
– Agora preciso de um grande caldeirão de comida consistente – disse ela.
Novo protesto e nova insistência, até que a exigência foi cumprida, e a vaca comeu toda a comida. Depois disso, a velhinha ordenou à sentinela que abrisse o portão e impelisse a vaca para fora. Vendo a vaca, os inimigos conduziram-na ao acampamento e lá começaram as ponderações desanimadoras, até decidirem matar o animal para terem carne abundante. Quando, depois de morto, o abriram, ficaram espantados ao ver que em seu estômago havia variedade de cereais. Ao saber do fato, o comandante,  perdendo totalmente a esperança de uma vitória através do cerco, falou:
– Se o povo dessa cidade ainda tem tanto alimento estocado, ao ponto de oferecê-lo até aos animais, não será para tão cedo a sua rendição. É bastante provável que aqui no acampamento a gente passe fome antes deles… Pensei que já estivessem famintos, mas me enganei. A prova está que eles não comeram a vaca. Devem ter provisão em abundância!
Foi assim que naquela mesma noite, desanimado, o comandante reuniu os soldados com seus oficiais e votaram deixar o acampamento e abandonar a idéia de persistir no cerco. E dessa maneira a cidade de Carcassona ficou novamente livre e independente. O povo, feliz com a saída inteligente da velhinha, carregou-a em triunfo num desfile e decidiram sustentá-la de forma digna e confortável pelo resto dos seus dias. Ela salvou a cidade, ao ponderar com inteligência sobre a situação e depois solucionar com astúcia e perspicácia o problema angustiante do povo. (AD)

a garota e a borboleta

31 de dezembro de 2009
Havia uma garotinha que gostava de passear pelos jardins, quando um dia viu uma borboleta espetada em um espinho.
Muito cuidadosamente ela a soltou e a borboleta começou a voar para longe.
Nisso a borboleta voltou lhe disse:
– Por sua bondade, vou conceder-lhe seu maior desejo.
A garotinha pensou por um momento e replicou:
– Quero ser feliz.
A borboleta inclinou-se até ela e sussurrou algo em seu ouvido e desapareceu subitamente. A garota cresceu e ninguém na terra era mais feliz do que ela.
Sempre que alguém lhe perguntava sobre o segredo de sua felicidade, ela somente sorria e respondia:
– Um dia soltei uma borboleta e ela me fez ser feliz.
Quando ela ficou bem velha, os vizinhos temeram que o seu segredo fabuloso pudesse morrer com ela.
– Diga-nos, por favor – eles imploravam – diga-nos o que a borboleta disse.
A amável velhinha simplesmente sorriu e disse:
– Ela me disse que todas as pessoas, por mais seguras que pudessem parecer, precisavam de mim!
Sentir-se sempre útil!  Esse era o segredo de Sua felicidade!
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